quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Olá minha gente!! pensáveis que tinha fenecido? Pensáveis?

Ora então bom dia (tarde ou noite....ou, mesmo, madrugada) da acordo com a "hora da pachorra" para ler esta coisa. Pois aposto que, como eu também pensei a certa altura, julgáveis que aqui o escriturário havia fenecido, debandado, sofrido uma implosão mental ou coisa que o valha. Pois assim não aconteceu. De facto, estive em reflecção megalítica (confesso que não sei o que isto é, mas apeteceu-me usar o termozinho).




Bom, escolhamos o assunto. Mas que hei-de dizer? Bom entre o nada e o tudo se arranjará qualquer coisa. Falemos, primeiro, do tempo que faz cá no Burgo. Em resumo e para não chatear......chove p'ra k..., faz um tempo f...d...p..., o frio é tanto que os k~s vão parecer cordão de sapato. Adivinhai, não é dificil. No entanto, e usando uma charada de tipo Vicentino, é o que (em meu entender) se passa aqui no adiado 5ºImpério (pobre Pessoa que vê constantemente lixado o seu sonho), ocupado por uma cambada de burocratas, incompetentocratas, oportunistocratas, todos unidos na classe dos sacanocratas (e isto para, por uma questão de decoro, não fazer alusão à componente feminina da paternidade dos mesmos). Bom, o boletim meteorológico já está. Muito gostávamos que as condições "politico-geo-estratégico-atmosféricas" mudassem rápidamente, mas parece que as tenebras vieram para ficar até, um dia chegar uma qualquer vassoura divina......ou não.




A propósito, sabeis qual a diferença entre Portugal e a Republica Checa? Pois, a segunda tem o governo em Praga enquanto que (desgraçadamente) o primeiro tem uma praga no governo.



Mudando de assunto e passando a coisas sérias, apetece-me "falar" de saúde. Pois é o que vou fazer, tentando ser o menos caustico possível (difícil mas não impossível). O Sr. X rachou a cabeça e (como na anedota) em vez de dizer frigorífico passou a dizer fedrico. Claro que ficou aflito e queixou-se ao médico que acto contínuo lhe disse "bom, meu amigo, isso é grave mas só em Cuba é que tratam dessas coisas". Dizia o sábio Prof. Abel Salazar que "Médico que só sabe de medicina, nem medicina sabe". É o caso. Então o bom Doutor, amigo de Cuba, não está ciente de que as Reabilitações Neuropsicológicas são feitas cá no "Burgo" desde a década de 80 do Séc. XX? Pelos vistos não. 


Olá!!

E pronto, ao fim de muitas Luas este Neurónio (ainda mais) Perturbado resolveu sair do (auto) Exílio Criogénico e regressar às lides de escriba menor. Depois de tanta letargia não sei por onde começar.....mas lá que o vou fazer vou. É só aguardar um pouco. Há que aquecer os....Neurónios, claro.Tenho muito para contar, embora nada me aparente à Nau Catrineta. 

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A coisa está feia.....mas pode ficar bonita

Vamos lá escrever em azulinho, cor da esperança, em "deitadinho" para tentarmos passar despercebidos. Bom, aqui para nós e dado o (relativo) adiantado da hora nem sei bem o que estou aqui a escrever. Por isso, perdoem a este monge copista de trazer por casa e cá vai disto.

Verdade, verdadinha, apetece-me falar mal de tudo....até de mim (porque não; também sou gente).

Claro que já devia estar a dormir, como um menino bonito.Mas acontece que já não sou menino e muito menos bonito. Aliás acho que tenho uma beleza de cavalo arrependido. Pronto, está lançado o discurso do disparate.

A bem dizer, e antes que isto descambe em coisa pior, o melhor é ir vestir o pijaminha e enterrar-me no vale dos lençóis. E amanhã volto menos eriçado ou ouriçado, tanto faz.

Manda o bom senso, que me falta tantas vezes, que assim seja.

Enfim, melhores dias virão (e não tende pena de mim porque isto é só o principio de uma brilhante carreira de troglodita de pé rachado).

Assina, curvado e venerando.


Guiseppe Estroncio


terça-feira, 29 de janeiro de 2008

Contamos Consigo

Drª Ana Jorge, Exmª Srª Ministra da Saúde, estamos esperançados de olhos em si e nas medidas que irá tomar para bem da saúde de todos nós, incluindo as várias classes profissionais que (embora tantas vezes mal tratadas) bem tentam contribuir, tantas vezes de forma estóica e com poucos meios, para que todos tenham acesso a uma assistência, verdadeiramente, humanizada e diferenciada,num contexto (obrigatoriamente) multi e interdisciplinar.

Estou seguro que, e porque a conheço de "outras andanças" na área da saúde (embora quase certo de que não se lembrará de mim), que nos honrará com um ministério de elevado nível.

Façamos pois, em conjunto e porque todos são necessários para a dinamização dos cuidados (médicos, enfermeiros, psicólogos, auxiliares, paramédicos,terapêutas, serviço social....), desta sua acção um dos ex-libris da política social e sanitária deste país, que tarda em sair da cauda da Europa. Arregacemos as mangas e....ao trabalho que o tempo urge e a população clama.

Já agora, Srª Ministra, não deixe que se continuem a tratar os profissionais de saúde como uns meninos e meninas (claro)rabinos/as, meios inconscientes das suas tarefas, controlando-os e aterrorizando-os, com atitudes verdadeiramente cripto-estalinistas (dedómetros, câmaras, controleiros...). Varra essas medidas repressivas e verá que a motivação regressará em força.

Como diz o Diácono "não havia necessidade".Deixem-nos trabalhar livremente e de forma criativa, e todos agradecerão.

Parabéns pela sua nomação e aceite os meus mais calorosos cumprimentos (porque já há muito que não nos vemos e um beijinho seria, porventura, desadequado).

Muitas Felicidades

Manuel Domingos (Neuropsicólogo e Psicólogo Clínico), um (velho) defensor da Saúde Integrada ao seu dispor.

PS - espero, dentro de dias, escrever-lhe de novo para (de forma singela e humilde, mas firme) lhe "falar" um pouco dessa epidemia silenciosa que são os milhares de pacientes que, vítimas de compromissos encefálicos causadores de alterações cognitivas, emocionais e da personalidade,não têm - entre nós (salvo raras excepções) - uma assistência condigna e que lhes permita reintegrar o seu meio bio-psico-social e profissional em condições, tão próximas quanto possível, do pré-mórbido. É lamentável vê-los partir para Cuba e outros destinos, quando entre nós há técnicos capazes de fazer o mesmo ou melhor (sem desprimor para os nossos colegas de outras bandas).
Há provas de que por aqui também se faz trabalho útil e certo. Dados não faltam.
Mais uma vez, as minhas respeitosas saudações.

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

RMA OTP

Mas, qual abusador, falei outra vez ao Mestre porque achava que ainda faltava algo para que a singela homenagem que lhe queria fazer não ficasse incompleta. E pedi-lhe que me deixasse pôr aqui mais qualquer coisa. Respondeu-me o Iluminado Maior "vá lá, oh Aprendiz de uma figa que devias estar era calado como manda a tradição, põe outra coisita de que gostes, mas chega de abusos". E eu, outra vez cabisbaixo de gratidao mas exultante de alegria, perante a magnanimidade do meu Mestre, lá fui buscar 2 trechos sublimes que, para mim, completaram de forma soberba o primeiro. Até me senti in templi, prestes a envergar as sagradas vestes e a cingir o montante de encontro ao peito. Lembrei-me, ao mesmo tempo, das sábias palavras que o meu outro Mestre Raymond Bernard (agora habitante ilustre do Oriente Eterno) usava para terminar os seus maviosos discursos: "Ainsi Soit-il" (Assim Seja)


E assim vedes, meu Irmão,
que as verdades que vos foram dadas
no Grau de Neófito, e aquelas que vos foram dadas no Grau de
adepto Menor, são, ainda que opostas, a mesma verdade.

Do Ritual do grau de Mestre do Átrio
Na Ordem Templária de Portugal


Ter sempre na memória o mártir Jacques de Molay, Grão-mestre dos Templários, e combater, sempre e em toda a parte, os seus três assassinos - a Ignorância, o Fanatismo e a Tirania.


Meu Irmão, dou-te o abraço fraternal.


E deveria ser assim que os Homens justos e de bons costumes teriam de proceder uns com os outros. Mas nem todos "padecem" de justiça nem "sofrem das maleitas" de terem bons costumes, preferindo atropelar o seu semelhante por dá cá a quela palha, impantes e julgando-se todos poderosos e omniscientes . A tal glória vã de mandar.
Dignos de pena, sim, dignos de pena e, porque não, de umas cachaporras lusitanas.Ah grande Viriato e soberbo Afonso Henriques, que tanta falta fazem para pôr com dono toda esta ralé de "mandantes e comandantes" e de déspotas não esclarecidos. E, olá, se eu conheço alguns e algumas. Mas o tempo a razão do Arquitecto se encarregarão de os reduzir à dimensão de bagos de milho, que as vaquinhas nossas amigas tratarão de deglutir e depois excretar para que retornem ao odor original que é, genuinamente, o deles.
Bom, o Jony Pestana já me chamou e eu, que amanhã devo ter que entender com um candidato a BM (?) vou fazer um Sacrossanto ÓÓ.
Amigos, Amigas, Inimigos, Inimigas e outro tipo de Entidades Viventes.....até mais ver e boa semana para todos.

O Irmão Fernando

Hoje falta-me a imaginação. Por isso falei com o meu Irmão Fernando, sim o Pessoa, e pedi-lhe que me deixasse ter a honra de por neste pobre cantinho do escriba menor um dos seus mais sublimes e esotéricos poemas. Ele, na sua bonomia e cofiando o bigode depois de saborear um café no velho Martinho, o da Aracada, lá me disse "bom, põe lá o dito óh eterno Aprendiz". E eu agradecendo, curvado de respeito, a benesse aqui vos trago esssa peça etérea de seu nome Iniciação, sentindo um intenso frémito espinoascendente que agitou os meus pobres neurónios e demais entidades celulares que povoam este amendoim torrado habitante do craniozito, que encima a casca corpórea de Moi.

Não dormes sob os ciprestes,
Pois não há sono no mundo.
O corpo é a sombra das vestes
Que encobrem teu ser profundo.
Vem a noite, que é a morte,
E a sombra acabou sem ser.
Vais na noite só recorte,
Igual a ti sem querer.
Mas na Estalagem do Assombro
Tiram-te os Anjos a capa.
Segues sem capa no ombro,
Com o pouco que te tapa.
Então Arcanjos da Estrada
Despem-te e deixam-te nu.
Não tens vestes, não tens nada:
Tens só teu corpo, que és tu.
Por fim, na funda caverna,
Os Deuses despem-te mais:
Teu corpo cessa, alma externa,
Mas vês que são teus iguais.
A sombra das tuas vestes
Ficou entre nós na Sorte.
Não ’stãs morto, entre ciprestes.
Neófito, não há morte.
Presença, nº 35, Maio, 1932.sa peça etérea.

sábado, 17 de novembro de 2007

Ora aqui está uma realissima bronca no Rilhafoles

Pois é, após um longo interregno (porventura necessário para que o escriba de serviço assentasse a cuca...o que não aconteceu), cá venho eu pleno de preocupação, mas radiante por ter visto com estes que a terra há-de papar o que é, afina, a baixeza dos "jobs for the (neste caso) girls". Pois não é que ele também os há para as moças!? Basta que se façam uns certos favores, que eu cá sei, e zás toma lá que já estás protegida por um escudo poderoso que eles (os que querem arranjar os "jobs", no seu desvario ditatorial e despótico não esclarecido) julgam ter...mas não têm, não!!.
Ora bem, acontece que no defunto Miguel Bombarda (agora, pomposamente, integrado no "SUPER" Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, juntamente com o mano - também defunto - Júlio da Matos) aconteceram coisas que nós pensávamos ser só para gente importante, diga-se classe política e afins. Mas não, a coisa passou-se no histórico Rilhafoles, com o irmão Bombarda a dar voltas no túmulo ("bolas", dirá ele, "já não bastava um maluco mandar-me desta para melhor agora tenho que levar com a imbecilidade dessa espécie de comissários políticos "sovietóides" que o Governo do Inginêro lá pôs agora. Ah cambada que me mataram outra vez").
Há cerca de um mês fizeram-se para lá uns concursos, ditos, "simples" que visavam tapar a porcaria feita previamente pelos tais comissários, tão obedientes às políticas sanitárias de um grupo comandado pela ministerial luminária, que tudo sabe e tudo pode (acha a Exª).
Dos vários grupos profissionais, abrangidos pelo tal concurso de tapa fendas, ele havia um que era o dos Psicólogos. Ora os ditos comissários nomearam um juri que, ao contrário do que eles queriam, foi tudo menos corrupto e desonesto (qualidades cada vez mais detestadas neste país. Um dia destes vai um honesto cidadão na rua e arrisca-se a ouvir "Óh pá, tu aí seu incorrupto de uma figa, não tens vergonha de não embarcares na dança da " tripa forra em ritmo aldrabado?"). Pois, meus amigos, foi o fim. Só faltou, e ainda não é tarde, convocar a Inquisição (que ainda por aí anda) para linchar os malandros dos elementos do juri, porque não colocaram no pedestal quem eles bem entendiam, apesar da avaliação dos curricula e as entrevistas terem sido feitas na mais estrita observância da legalidade e justiça.
E agora temos um punhado de elementos válidos, que foram, correctamente seleccionados à espera que passe o amuo dos excelentíssimos para que as classificações sejam promolugadas e afixadas. Ora os tais ainda não viram que, por querem proteger (e nós sabemos bem porquê) certa pessoa que não tem perfil moral para lidar com pacientes, sejam eles quais forem, e colegas, estão a privar os pacientes de uma valência, cada vez mais julgada, fundamental no ambito da assistência multi e interdisciplinar. Por outro lado, e de forma maldosa, adiam a contratação dos que por mérito próprio ficaram nos lugares cimeiros. Mas há mais, olá se há. Então não é que, contra tudo o que a lei diz, as "notas" andaram a pasear por todo o tipo de mãos, incluindo as da "girl". Pasme-se.
Meus amigos, muito (mas muito) mais haveria para dizer sobre mais uma das atitudes prepotentes e arrogantes dos ilustres e iluminados membros desse mini politburo hospitalar, mas....por agora chega. Esperemos pelo desenrolar dos acontecimentos. Provavelmente pedirão ao juri para fazer "harakiri", mas ele (fazendo-se desentendido) dirá que não sabe línguas estrangeiras e por isso não embarcará em coisas que não conhece. Mas insistirá que, se os já falados continuarem com a história dos "jobs for the girls", não alinha em trafulhices sugerindo que se faça novo concurso com um juri composto por pessoas da confiança "política" deles.
Por agora chega que se me assoma às fossas nasais um pivete a "trambiqueirice à portuguesa". Já me esquecia, sugiro aos responsáveis por toda esta sujeira que comprem sapatos blindados porque, com a cegueira de quererem atingir os Psicojurados acabaram por estragar o calçado com tanta bala atirada "à vesga".


Assinado

Esquizobacilus Terribilis