Pois é, após um longo interregno (porventura necessário para que o escriba de serviço assentasse a cuca...o que não aconteceu), cá venho eu pleno de preocupação, mas radiante por ter visto com estes que a terra há-de papar o que é, afina, a baixeza dos "jobs for the (neste caso) girls". Pois não é que ele também os há para as moças!? Basta que se façam uns certos favores, que eu cá sei, e zás toma lá que já estás protegida por um escudo poderoso que eles (os que querem arranjar os "jobs", no seu desvario ditatorial e despótico não esclarecido) julgam ter...mas não têm, não!!.
Ora bem, acontece que no defunto Miguel Bombarda (agora, pomposamente, integrado no "SUPER" Centro Hospitalar Psiquiátrico de Lisboa, juntamente com o mano - também defunto - Júlio da Matos) aconteceram coisas que nós pensávamos ser só para gente importante, diga-se classe política e afins. Mas não, a coisa passou-se no histórico Rilhafoles, com o irmão Bombarda a dar voltas no túmulo ("bolas", dirá ele, "já não bastava um maluco mandar-me desta para melhor agora tenho que levar com a imbecilidade dessa espécie de comissários políticos "sovietóides" que o Governo do Inginêro lá pôs agora. Ah cambada que me mataram outra vez").
Há cerca de um mês fizeram-se para lá uns concursos, ditos, "simples" que visavam tapar a porcaria feita previamente pelos tais comissários, tão obedientes às políticas sanitárias de um grupo comandado pela ministerial luminária, que tudo sabe e tudo pode (acha a Exª).
Dos vários grupos profissionais, abrangidos pelo tal concurso de tapa fendas, ele havia um que era o dos Psicólogos. Ora os ditos comissários nomearam um juri que, ao contrário do que eles queriam, foi tudo menos corrupto e desonesto (qualidades cada vez mais detestadas neste país. Um dia destes vai um honesto cidadão na rua e arrisca-se a ouvir "Óh pá, tu aí seu incorrupto de uma figa, não tens vergonha de não embarcares na dança da " tripa forra em ritmo aldrabado?"). Pois, meus amigos, foi o fim. Só faltou, e ainda não é tarde, convocar a Inquisição (que ainda por aí anda) para linchar os malandros dos elementos do juri, porque não colocaram no pedestal quem eles bem entendiam, apesar da avaliação dos curricula e as entrevistas terem sido feitas na mais estrita observância da legalidade e justiça.
E agora temos um punhado de elementos válidos, que foram, correctamente seleccionados à espera que passe o amuo dos excelentíssimos para que as classificações sejam promolugadas e afixadas. Ora os tais ainda não viram que, por querem proteger (e nós sabemos bem porquê) certa pessoa que não tem perfil moral para lidar com pacientes, sejam eles quais forem, e colegas, estão a privar os pacientes de uma valência, cada vez mais julgada, fundamental no ambito da assistência multi e interdisciplinar. Por outro lado, e de forma maldosa, adiam a contratação dos que por mérito próprio ficaram nos lugares cimeiros. Mas há mais, olá se há. Então não é que, contra tudo o que a lei diz, as "notas" andaram a pasear por todo o tipo de mãos, incluindo as da "girl". Pasme-se.
Meus amigos, muito (mas muito) mais haveria para dizer sobre mais uma das atitudes prepotentes e arrogantes dos ilustres e iluminados membros desse mini politburo hospitalar, mas....por agora chega. Esperemos pelo desenrolar dos acontecimentos. Provavelmente pedirão ao juri para fazer "harakiri", mas ele (fazendo-se desentendido) dirá que não sabe línguas estrangeiras e por isso não embarcará em coisas que não conhece. Mas insistirá que, se os já falados continuarem com a história dos "jobs for the girls", não alinha em trafulhices sugerindo que se faça novo concurso com um juri composto por pessoas da confiança "política" deles.
Por agora chega que se me assoma às fossas nasais um pivete a "trambiqueirice à portuguesa". Já me esquecia, sugiro aos responsáveis por toda esta sujeira que comprem sapatos blindados porque, com a cegueira de quererem atingir os Psicojurados acabaram por estragar o calçado com tanta bala atirada "à vesga".
Assinado
Esquizobacilus Terribilis
sábado, 17 de novembro de 2007
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